
-
Tarifas dos EUA entram em vigor e parceiros comerciais respondem com fortes represálias
-
Reduzir emissão de carbono, uma exigência para a Fórmula 1
-
Astronautas presos na ISS estão mais perto de retornar à Terra
-
Egito pede à Fifa para sediar jogos da Copa de 2034
-
Vítimas da tragédia ambiental de Mariana confiam na Justiça britânica
-
Zelensky pressiona Rússia para que responda à proposta de trégua dos EUA
-
Inflação americana cai a 2,8% em ritmo anual, uma 'boa surpresa' em um mar de incertezas
-
'Caso Sinner' revelou 'má compreensão' do sistema antidoping, diz chefe da ITIA
-
Antiga organização de taekwondo levanta suspeitas de espionagem em Viena
-
IA ajuda vítimas de violência sexual digital
-
Capitão do cargueiro detido após colisão no Mar do Norte é russo
-
Aos 100 anos, revista The New Yorker continua fazendo história
-
Para muitos cubanos, o 'sonho americano' está no Uruguai
-
O que se sabe sobre a saúde do papa Francisco
-
Capas emblemáticas da revista The New Yorker
-
Potências ocidentais pressionam Rússia a responder à proposta de trégua com a Ucrânia
-
Forças de segurança libertam 190 pessoas após sequestro de trem no sudoeste do Paquistão
-
Após queda do governo, presidente português abre consultas para possíveis eleições antecipadas
-
Com dificuldades em Kursk, Ucrânia pode perder sua 'moeda de troca'
-
Advogados do ex-presidente Duterte exigem seu retorno às Filipinas
-
Fabricante de baterias Northvolt declara falência na Suécia
-
Nasa demite cientista-chefe e prevê mais cortes
-
Tarifas americanas sobre aço e alumínio entram em vigor; China e UE anunciam medidas
-
Mais de 150 pessoas libertadas após sequestro de trem no sudoeste do Paquistão
-
Papa Francisco passou mais uma noite 'tranquila', anuncia o Vaticano
-
Oposição de centro-direita vence eleições na Groenlândia marcadas por Trump
-
Equador forma 'aliança' com fundador de empresa envolvida em massacre no Iraque
-
Maduro estende 'tapete vermelho' a investidores após saída da Chevron da Venezuela
-
Corinthians tem contra Barcelona de Guayaquil missão quase impossível na Libertadores
-
Guiana pede 'paz' com Venezuela e respeito à decisão sobre zona petrolífera em disputa
-
Alianza Lima avança à fase de grupos da Libertadores
-
Rune vence Tsitsipas e vai às quartas de final de Indian Wells
-
México aprova reforma contra intervencionismos, em meio a tensão com EUA
-
Kimmich confirma renovação com Bayern de Munique
-
Departamento de Educação dos EUA vai demitir quase metade dos funcionários
-
PSG vence Liverpool nos pênaltis e vai às quartas da Champions
-
GA-ASI voa pilha de autonomia de referência do governo na Orange Flag 25-1
-
Capitão de cargueiro é preso após colisão no Mar do Norte
-
Governo de Portugal cai após primeiro-ministro perder moção de confiança
-
Inter vence Feyenoord (2-1) e vai enfrentar o Bayern nas quartas da Champions
-
Piastri renova com McLaren a poucos dias do início da temporada da F1
-
Bayern vence Leverkusen (2-0) e vai enfrentar Inter nas quartas da Champions
-
Chanel e Saint Laurent brincam com silhuetas e proporções em Paris
-
Trump recua após ameaçar duplicar tarifas sobre setor siderúrgico do Canadá
-
Ucrânia apoia proposta dos EUA de cessar-fogo de 30 dias com Rússia
-
Swiatek atropela Muchova na abertura das oitavas de Indian Wells
-
Lewis Hamilton e Ferrari, a união de duas lendas do automobilismo
-
Equipe médica de Maradona vai a julgamento na Argentina por 'teatro do horror' de sua morte
-
Com 2 de Raphinha, Barça vence Benfica (3-1) e vai às quartas da Champions
-
Papa Francisco, fora de perigo iminente, prossegue com recuperação

Líder indígena tem esperança em Lula, 'mas não total'
Com certo otimismo, mas cautela: assim o líder indígena Olímpio Guajajara vê o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que prometeu defender os direitos dos povos originários e combater o desmatamento na Amazônia, que aumentou no governo de Jair Bolsonaro.
Para Guajajara, líder dos Guardiões da Floresta, que patrulham seu território no Maranhão para impedir o desmatamento ilegal, o presidente deu bons sinais nos primeiros meses de seu terceiro mandato, como a retomada da demarcação das reservas indígenas. Mas o líder indígena mantém uma parcela de desconfiança por causa "dos danos" que seu governo hes causou no passado, confessou à AFP nesta semana, na 19º edição do Acampamento Terra Livre, em Brasília.
PERGUNTA: Lula prometeu combater o desmatamento e devolver aos povos indígenas o protagonismo no tema ambiental. Como avalia a gestão do presidente até agora?
RESPOSTA: Já deu um passo: a criação do Ministério dos Povos Indígenas. Acho que as autoridades que apoiam a nossa resistência irão nos ouvir e, pelo menos, aliviar a situação da demarcação das terras indígenas. (NDR: Lula anunciou nesta sexta-feira (28) a demarcação de seis novos territórios indígenas, os primeiros desde 2018).
P: Quatro anos de governo serão suficientes para desfazer os retrocessos em assuntos indígenas e ambientais de seu antecessor Jair Bolsonaro?
R: Não é suficiente, mas temos um pouquinho de esperança. Não temos esperança total em que o governo Lula seja bom, porque, no passado, ele também causou danos ao nosso povo, como, por exemplo, Belo Monte.
P: O desmatamento é impulsionado pelas indústrias milionárias da madeira e pelo agronegócio. Pode haver uma economia que respeite o meio ambiente e seja produtiva em terras indígenas?
R: Certamente. Somos agricultores natos. Nosso povo pode fazer uma produção muito mais saudável, sem agrotóxicos, sem veneno nenhum, fazendo reflorestamento e plantios ecológicos, para poder garantir uma sustentabilidade alta
P: Por que surgiram os Guardiões da Floresta?
R: Em 2012, o Estado brasileiro amarrou um pano na cara, fechou a boca, tapou os ouvidos, esqueceu de sua responsabilidade com a fiscalização das terras indígenas demarcadas. Se fôssemos denunciar o Estado brasileiro por milhares de árvores que foram roubadas ilegalmente, ele não teria recursos para nos indenizar.
Com esta calamidade, nós nos organizamos. Conseguimos ir para o combate, primeiramente conversando com os madeireiros. Mas houve confrontos e tiroteios (NDR: seis guardiões foram mortos)
No ano passado, reduzimos as entradas de 72 para cinco. Hoje, temos duas, e iremos fechá-las, porque vamos criar uma base de monitoramento.
P: O que pedem ao governo?
R: Queremos a garantia do direito à autonomia do nosso povo, de nos organizarmos, como temos feito. Houve discussões sobre regulamentar os Guardiões. Pode ser que outros estados, outros povos, aceitem isto, mas a terra indígena Arariboia não aceita que se acabe com a nossa autonomia.
Enquanto vivermos, buscaremos melhorias de vida para o nosso povo.
C.Meier--BTB