
-
Trump dá mais 75 dias para que TikTok encontre um comprador não chinês
-
Procuradora-geral de Israel aponta 'conflito de interesses' na destituição do chefe de segurança
-
Presidentes da América Latina se reúnem em Honduras em meio à guerra comercial de Trump
-
Old Trafford recebe clássico entre City e United na 31ª rodada do Inglês
-
Exército de Israel intensifica operações em Gaza
-
Restaurantes e produtores dos EUA preocupados com novas tarifas
-
Arteta espera 'parte mais bonita da temporada' para o Arsenal
-
Zagueiro alemão Mats Hummels anuncia aposentadoria ao fim da temporada
-
Ator e comediante britânico Russell Brand é acusado de estupro
-
Trump disse que China 'entrou em pânico' com guerra comercial
-
Fed alerta que aumento de tarifas causará mais inflação e menor crescimento nos EUA
-
Luis Enrique quer PSG invicto no Francês até o final da temporada
-
Trump não minou compromisso de defesa coletiva na Otan, diz seu chefe à AFP
-
Luis Enrique quer PSG invicto no Francês 1 até o final da temporada
-
Bolsas e petróleo continuam em queda após China anunciar novas tarifas contra EUA
-
Uefa multa Mbappé, Ceballos e Rüdiger por 'comportamento indecente'
-
Martinelli diz que sair da embaixada da Nicarágua no Panamá era uma 'armadilha vil'
-
Mbappé ganha estátua no museu de cera Madame Tussauds de Londres
-
'Acho que o Barcelona tem muito respeito pelo Real Madrid', diz Ancelotti
-
De Bruyne deixará Manchester City ao final da temporada
-
Comunidade corre contra o tempo para salvar macacos cercados por desmatamento e usina no Brasil
-
Cuba aposta na energia solar para tentar sair da crise energética
-
'Já explodi sua escola': extorsão aterroriza escolas peruanas
-
Exército israelense inicia nova ofensiva terrestre na Cidade de Gaza
-
Atletas muçulmanas temem proibição do véu em competições na França
-
China anuncia tarifas recíprocas aos Estados Unidos e agrava crise dos mercados
-
Rato no Camboja estabelece recorde de detecção de minas
-
Papa Francisco está melhor e Vaticano sugere possibilidade de aparição pública no domingo
-
Cientistas realizam necrópsia em Yana, uma filhote de mamute de 130.000 anos
-
Milei disse que mudará a legislação argentina para amenizar tarifas de Trump
-
Trump apresenta primeiro visto 'gold card' de US$ 5 milhões
-
Bombardeio de Israel mata comandante do Hamas no Líbano
-
Bolsas prosseguem em queda após anúncio de tarifas de Trump
-
Tribunal Constitucional da Coreia do Sul confirma impeachment do presidente Yoon
-
Ataques russos deixam quatro mortos na Ucrânia
-
Flamengo vence Deportivo Táchira (1-0) em estreia na Libertadores
-
Ataques russos deixam três mortos na Ucrânia
-
STF flexibiliza normas contra letalidade policial em favelas do Rio
-
Bahia e Internacional empatam (1-1) na primeira rodada da Libertadores
-
Enviado de Putin busca cooperação dos EUA em conversa histórica em Washington
-
Palmeiras sofre, mas vence Sporting Cristal (3-2) em estreia na Libertadores
-
Acnudh denuncia possível 'crime de guerra' israelense por morte de 15 socorristas em Gaza
-
Modelo original de "E.T.: O Extraterrestre" fica sem comprador em leilão
-
Bruce Springsteen vai lançar sete álbuns com músicas inéditas em junho
-
Fluminense anuncia contratação de Renato Gaúcho
-
Chelsea vence Tottenham e recupera 4ª posição no Inglês
-
ONU lança movimento para pôr fim às guerras
-
Barcelona recebe sinal verde para ter Dani Olmo até o final da temporada
-
Tom Cruise presta homenagem ao 'querido amigo' Val Kilmer
-
Gabriel Magalhães terá que passar por cirurgia e está fora do resto da temporada

Brasil conquista Oscar histórico com filme sobre a ditadura militar 'Ainda Estou Aqui'
O Brasil fez história ao conquistar neste domingo(2) seu primeiro Oscar, com "Ainda Estou Aqui", filme dirigido por Walter Salles, que venceu na categoria de Melhor Filme Internacional.
O filme aborda o desaparecimento, em 1971, do ex-deputado Rubens Paiva (interpretado por Selton Mello), e a estoica resistência de sua viúva, Eunice Paiva, interpretada por Fernanda Torres, que perdeu na categoria de Melhor Atriz para Mikey Madison (Anora).
"Isso vai para uma mulher que, depois de uma perda tão grande em um regime tão autoritário, decidiu não se dobrar e resistir", disse Salles, ao receber a estatueta.
"Também vai para as mulheres extraordinárias que deram vida a ela: Fernanda Torres e Fernanda Montenegro".
A produção baseada no livro homônimo do filho mais novo do casal, Marcelo Rubens Paiva, venceu uma disputa acirrada com "Emilia Pérez" (França), "A Garota da Agulha" (Dinamarca), "A Semente do Fruto Sagrado" (Alemanha) e "Flow" (Letônia).
A produção de Salles também estava indicada ao prêmio de Melhor Filme, mas perdeu para Anora.
Os brasileiros, que nunca haviam conquistado o ouro de Hollywood, celebraram as três indicações do filme com o mesmo fervor que dedicam às vitórias na Copa do Mundo.
O país competiu em várias categorias do Oscar, principalmente como Melhor Filme Internacional, à qual foi indicado pela última vez com Central do Brasil, também sob a direção de Salles.
Naquela ocasião, o filme também rendeu uma indicação ao prêmio de Melhor Atriz para sua protagonista, Fernanda Montenegro, mãe de Torres e que tem uma pequena participação em "Ainda Estou Aqui".
Mãe e filha são as únicas brasileiras a disputar uma categoria de atuação na cerimônia.
"Ainda Estou Aqui" triunfou no Festival de Veneza, onde foi premiado com o Melhor Roteiro, mas o caminho para o Oscar não parecia tão claro, competindo com a grande favorita Emilia Pérez, o musical sobre um chefe do narcotráfico que se submete a uma cirurgia de redesignação de gênero.
Mas o filme da Netflix foi abalado por polêmicas com sua protagonista e críticas ao retrato sobre o México, quando "Ainda Estou Aqui" começou a ganhar força.
Em janeiro, Torres, de 59 anos, foi premiada com o Globo de Ouro de Melhor Atriz, outro marco para o país.
- "Entender o presente" -
Embora não seja o primeiro filme a retratar os duros anos da ditadura militar que controlou o Brasil entre 1964 e 1985, a produção de Salles, ambientada principalmente no Rio de Janeiro, despertou grandes emoções no país.
Seu sucesso não só se tornou motivo de orgulho e levou milhares de pessoas às salas de cinema para enfrentar o passado que enlutou os brasileiros, como também trouxe consequências concretas.
O Supremo Tribunal Federal aprovou a investigação das circunstâncias da morte de Paiva e reabriu o debate sobre a Lei da Anistia adotada em 1979, que impediu a punição do regime pelas mais de 400 mortes e desaparecimentos.
Além disso, em janeiro, o Registro Civil alterou a certidão de óbito de Paiva, que só foi emitida em 1996, apesar de ter desaparecido em 1971 e de seu corpo nunca ter sido encontrado.
Na primeira versão, emitida após a incansável luta de sua viúva, Eunice, o ex-deputado figurava como desaparecido.
Na nova versão, após o filme, estabeleceu-se que sua morte foi "não natural, violenta, causada pelo Estado brasileiro no contexto da perseguição sistemática à população identificada como dissidente".
- Carnaval -
Para Torres, o filme "traz uma reflexão importante (...), toca o coração de gregos e troianos, qualquer pessoa que assiste o filme pensa: 'Isso está errado, essa família não tinha por que ser perseguida'", disse à AFP.
Para Salles, o projeto "nos parecia uma chance de olhar para trás para entender de onde vínhamos. Mas com o crescimento da extrema direita no Brasil, a partir de 2017, percebemos que também era um filme para entender o presente", disse à AFP.
Vozes da direita atacaram o filme e até pediram um boicote. Mas o clima de celebração e orgulho nacional prevaleceu.
Além de sucesso de bilheteria no Brasil, a cerimônia de premiação de Hollywood foi acompanhada em um dos locais mais importantes do país: o Sambódromo do Rio de Janeiro, em sua primeira noite de desfiles de Carnaval.
M.Furrer--BTB